O pequeno sacerdote
A agonia do cravo
mal cabe na palma da mão de quem contempla a rosa,
maior do que o
desejo daquele a fragmentar pétala a pétala nutrindo a sua alma
na ignorância da
dor da rosa que sangra invisível a gota que irriga a terra
pintando de dor a areia que eternamente pisada partilha o choro
sentindo por esta
vaidade tão humana que sumptuosa mal entende os seus contornos.
Inabalável o curso
do tempo a senda daquele desejo atrela-se ao fim
fragmentada a rosa
pétala a pétala que protector o cravo
faz-se ‘scudo que
valente ‘scorrem são então lágrimas nos olhos daquele humano
em cascatas que
nublam o horizonte entristecido o seu coração
lavam então a
colorida terra aquelas lágrimas roubando-a um sorriso
é a terra quem
então contempla a rosa curadas as chagas;
conectadas as
rosas é eterno que abrangente o aroma exalado pelas rosas
rigozijo daquele
humanao tão inferior ao seu desejo de nutrir a sua alma
na incompreensão
da consciência do cosmos face ao seu encanto:
-a dimensão
daquele sorriso humano não deve ofuscar tão nítido bem-star desta rosa-.
Serano Manjate
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